domingo, 30 de maio de 2010

Desejo-te


Subscrevo

"A verdade é que há sacas de batatas mais entusiasmantes que Carlos Queiroz"

Ricardo Araújo Pereira, in., A chama imensa - A´BOLA

Bom regresso !






Blind Zero - Fnac Cascais - 29 de Maio 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu fui e foi assim....


A companhia inesperada do T. Os MALUCOS logo à entrada com uns cortes de cabelo marados (ainda bem que quando bebo (ainda) não me dá para cortar o cabelo, pois aquilo tinha lá cabeleireiro dentro!?!?). O SLIDE, os "camelos" com a cerveja às costas que nunca apareciam quando precisava deles, os XUTOS e a música dos "noibos", a Box "semítica" do KFC , CERVEJA nas "pitas" da SAGRES, SNOW PATROL e o left side e o right side (estarias aonde...?), a LUA CHEIA e finalmente os MUSE e a loucura, os saltos, o cantar e cantar e cantar! tenda electrónica e CAIPIRÃO, e o DJ_duro_quem_não aguenta_não_dança, RIR (parvoíces) RIR (parvoíces) e RIR ! O regresso com um belo de um PÃO COM CHOURIÇO, a fila interminável no Metro, linha vermelha em sentidos opostos, o 1º encontro sem encontro, os comboios a partirem ao mesmo tempo em direcções tão diferentes...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Num fim de tarde qualquer....


A meia de leite quentinha, o croissant de chocolate e uma conversa que aquece a alma...

Obrigado P. por me ouvires

domingo, 23 de maio de 2010

Uma estrada para o meu coração



Na sopé da estrada eu esperava todos os dias, à mesma hora, sonhava sair desta terra falecida.
Meu avô sempre me dizia, eu ainda menina-moça: " não fiques aí tanto tempo na beira da estrada, que as poeiras vão sujar seus sonhos".
Mas,eu ficava. Ficava até a noite adormecer, esventrada de gente, vazada de vozes. Eu ficava ali, sempre gostei da poeira, porque ela me traz a ilusão dos caminhos que não conheço. Assim vou santificando os dias, sempre iguais, no mesmo-que-mesmo, nesta Vila - Fé , mais arejada que o céu, exposta ao longe e ao esquecer.

Nos finais do dia, quando a noite já esponta, meu avô Fulano, sentado na cadeira de baloiço do alpendre, chamava-me para o seu lado e dizia-me:

- " Venha aqui minha filha"
- " O quer de mim"
- " Eu quero conversar, com esta minha idade já ninguém me conversa"

Contava suas histórias, devaneios de outros tempos, memórias da sua existência, muitas outras vezes das suas desistências de vida. E eu ficava ali afinando o silêncio.

- " Eu, eu era ainda muito novo quando desatei a envelhecer. Para alguns, a vida sepulta mais que a morte. Eu, só tive duas condições: desterrado e enterrado." dizia-me.

Mas, o que gostava de ouvir mais eram os seus contos, estórias de outros tempos, outras vidas.

Certa vez contou-me, que em Luar-do-Chão não se bate à porta, por respeito. Quem bate à porta já entrou, já invadiu quintal, espaço privado. Por isso, à entrada do quintal, João Loucomotiva, batia palmas e gritava: Dá licença?

Pouso a minha atenção em meu avô, seu olhar parece mais modo de escutar. Escutava as histórias que o vento lhe trazia e naqueles momentos eu sabia que ele estava não só a fabricar uma história, mas também a vive-la com todos os seus sentidos. Mas, hoje não. Relembrava minha avó Mariavilha, nas muitas vezes que o repreendia, pelas asneiras da vida e ele lhe respondia : Não estou errado, estou é mal corrigido.

Fico refém dos meus pensamentos por um instante, ou terá sido mais do que isso, não consigo perceber, meu avô continua no mesmo modo de escutar.
Meu pai, foi escoado naquela mesma estrada aonde me alinho, nas minhas monotonalidades. Foi, não voltou. minha mãe ficou definhando os dias, e os vizinhos até inventavaram um fingimento, encomendas que eles próprios arranjavam. Seu marido lhe enviou isto, improvisavam. Tudo mentira. Por isso eu, agora, quero tanto ter saudade de alguém, no entanto não tenho ninguém em quem deitar amor. Podia gostar do velho Abstinêncio, que cuida de mim,por vezes. Mas não quero. Amor é como dever de religião -a gente não tem folga - Eu quero distracção para o meu peito, alívio de canseira. Uma estrada para o meu coração. De ida sem volta. Só para o além. Fico sonhando um dia, o belo motorista abre a porta e me pergunta sobre o meu destino.

- A senhorinha segue na cidade? - Não, vou para a outra, a seguinte. - A seguinte? É que depois não há mais cidade. A seguir não há mais lugar nenhum. - É exactamente aí que eu vou.

É exactamente para o sitio que não existe que quero ir. Encontrar e Viver o amor que não existe.

O meu avô levantou-se e deu dois passos pesados, como carregasse todas histórias do mundo nas suas costas. Pareceu adivinhar os meus pensamentos e disse-me: A lua anda devagar mas atravessa o mundo.

Para ti...
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Fragmentos de Textos de Mia Couto ( Na berma de nenhuma Estrada; Um Rio chamado Tempo, Uma casa chamada Terra;Terra Sonâmbula) Imagem: Malangatana (pintor Moçambicano)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dialogos com Pessoa


Subo o Chiado a caminho da Brasileira com o jornal debaixo do braço a marcar o pesado e chuvoso dia de 16 de Fevereiro de 1913. As muralhas do Castelo ficaram para trás, assim como a memória (ou seria mais o cheiro) do lodo do Cais do Sodré de onde tinha vindo.

Ocupo uma mesa solitária ao fundo da sala e tento não pensar no que hoje me fez andar pela cidade, perdido, sem noção do tempo, um passeio totalmente estéril pelas ruas da Cidade. Com o café a fumegar os meus pensamentos, reparo que são já 14 horas e recordo: Terei passado pelo Bairro Alto e descido pela Rua do Norte e voltado a subir vezes sem conta? Não me recordo...

Preciso de te escrever...retiro o caderno da pasta e guardo o jornal. Começo a endereçar te a carta quando uma estranha pessoa se aproxima.

-Dá-me licença...? Vejo que não está muito interessado no nosso amigo Afonso Costa.

- Desculpe?

- O jornal, caro amigo! Guardou aí A Nação, importa-se que veja?

- Claro, desculpe,hoje estou longe hoje....perdido nos meus pensamentos.

- "Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada." Sabe,eu, os meus pensamentos são todos sensações.Penso com os olhos e com os ouvidos e com as mãos e os pés e com o nariz e a boca.

Que vida é essa que esta a ser pensada neste momento? Se não lhe importa que lhe seja perguntado? Politica não é certamente - (sorriu amigavelmente). Problemas do sentir talvez?

- Sim, a ausência da minha noiva...

- Sim, compreendo. Talvez, mais do que possa imaginar. Vejo que tal como eu sente a necessidade de escrever-lhe. Sabe, encontramos-nos curiosamente na mesma peculiar situação, por força das circunstancias, esta de escrever...

- Sim, inconformado com a distancia, escrevo....

- Também eu, caro amigo! - (Disse agora um pouco agitado) - Também eu! Não me conformo com a ideia de escrever ! Queria antes falar-lhe, te-la sempre ao pé de mim, não ser necessário mandar cartas. "As cartas são sinais de separação – sinais, pelo menos, pela necessidade as escrevermos, de que estamos afastados." Bahh! Caríssimo! Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Pensando melhor, digo-lhe mesmo, afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor é que são ridículas.

- O pior é que não recebo noticias a algum tempo e não sei o que lhe vai na alma e esta distância aumenta a saudade, a ansiedade, a vontade de um regresso.

- "A alma de outrem é outro universo com que não há comunicação possível, com que não há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma senão da nossa. As dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança no fundo."

- Cabe-me discordar, porque eu sinto, que os nossos dois mundos vivem entrelaçados e abraçados numa dança sem fim.

Sabe, surpreende-me confessa-lo a si, mas sinto que me compreende. Tenho vivido dias ausente de mim próprio, ausente do mundo! Nem tenho aproveitado o tempo, os dias que se sucedem uns atrás dos outros, sempre iguais.

-"É sempre de nós que nos separamos quando deixamos alguém"...Relembrou-me agora certo amigo meu, Alberto de seu nome, que muito me dizia a este respeito do tempo. "Vive, dizes, no presente; Vive só no presente.Mas eu não quero o presente, quero a realidade; Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede." Dizia-me ele, por isso, caríssimo, aproveite aquilo que existe à sua volta...Não queira incluir o tempo no seu esquema. Não queira pensar nas coisas como presentes; queira pensar nelas como coisas. Não separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes. Nem por reais as devia tratar. Não as devia tratar por nada. Devia vê-las, apenas vê-las. Vê-las até não poder pensar nelas, vê-las sem tempo, nem espaço,ver podendo dispensar tudo menos o que se vê. É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

Caríssimo, agora se me dá licença chegou ali o meu amigo Ilídio, que me aguarda. E lembre-se "às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o tempo passar, vale a pena ter nascido". Aproveite as pequenas coisas boas da vida, boas noticias hão de chegar e não considere a vida uma estalagem onde tem que se demorar até que chegue a diligência do abismo.

Encontramos-nos por aí, um dia quem sabe,

- Sim, quem sabe, até um dia..

Gluup !


São estas iguarias que andam por ai a esvoaçar que vos falei ...

Quais sashimi ou niguiris voadores!

Isto é que é bom! E esta apenas a um bocejar de boca!

Highlight do Dia

Depois de um dia de sauna na empresa (raios parta o ar condicionado avariado), há uma alma caridosa que guardou cerejas para comermos no autocarro....

Thanks P. :D

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Simplesmente...Pessoa


Perdido por aqui...

«é sempre de nós que nos separamos quando deixamos alguém» Álvaro de Campos, in, Livro de Versos-Fernando Pessoa-

With Arms Wide Open

"I hope that he can take this life
And hold it by the hand
And he can greet the world
With arms wide open... "

Creed

Parabéns A.

sábado, 15 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A vidinha que eu merecia!


Fui ali até Hamburgo ver um joguinho e depois vou dar um salto até....

Cannes ver a ante-estreia desde grande filme !

domingo, 9 de maio de 2010

My Wonderland


In your arms, and wherever we would go together...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Viver os "EntreTantos"


Força "Caco Velho"! Soubeste viver os "entretantos", sempre sem deixar de acreditar e lutar por aquilo que querias.Um dia a tua oportunidade ia chegar, agora abraça a tua vida e não a deixes fugir.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Não me conformo com a ideia de escrever; queria falar-te, ter-te sempre ao pé de mim, não ser necessário mandar-te cartas. As cartas são sinais de separação – sinais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos afastados.

Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu
E adeus até amanhã, meu anjo.

Fernando"


Fernando Pessoa, em 23/03/1920

Bad day

terça-feira, 4 de maio de 2010

Reborn


meio cheio

Regressos


Novo álbum Jack Jonhson - To the Sea - You and your Heart (single)

E a minha net também está de volta e...consequentemente também os tiros :P!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nhham nhham



Já tinha tido o prazer (gustativo) de provar aquele fios de pólen que andam pelo ar enquanto passeava pela rua, mas confesso que de mota a cem à hora é muito melhor, aquilo nem tem que se mastigar, é directo para a goela! Uma maravilha gastronómica ! Recomendo!

Benficaaaaa! Sim, aguenta, para a semana também se faz a festa!

domingo, 2 de maio de 2010

Sabes que....


Andas a fazer figura de Cliente_maluco_mais_para_o_alucinado quando tentas explicar a menina da Fnac qual é o livro que procuras e não sabes o nome do autor nem do livro e pareces que acabaste de sair de um manicómio a explicar a estória do livro e ainda mais um puto de 3 anos quando tentas descrever a capa.

(cheira-me que a próxima vez que for à Fnac a minha foto vai estar na entrada com um aviso, "não permitir a entrada")